Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

O Passado e o Futuro de Portugal

          "Aquela longa praia lusitana", terra de Heróis e Descobridores, conhecida ficou pela sua gloriosa história. Fora o primeiro Império Global e o último a morrer.

          Em 1134, Portugal nasceu com as sucessivas vitorias do seu primeiro rei, D. Afonso Henriques. Muitos anos após grandes disputas entre Portugueses, Castelhanos e Mouros, em 1385 Portugal toma um novo rumo. Após a sua gloriosa vitória contra os Castelhanos, em Aljubarrota, Portugal iniciou a Era dos Descobrimentos. Primeiro veio a conquista de Ceuta onde os Brasões de Portugal bem "assinalados" ficaram. De seguida, toda a costa africana fora pisada por Portugueses. Após o grande feito de Bartolomeu Dias, a Índia foi descoberta por mar pelo valente Vasco da Gama. Poucos anos depois o Brasil, no sul da América, torna-se território português.

          Com tantas conquistas e vitórias, "espalhar a fé e buscar ouro" (frase de Infante D. Henrique) tornara-se lema de Portugal.

          Portugal não foi excepção na decadência dos maiores Impérios. O século XX, fora o século de morte do nosso glorioso Portugal Imperial. Os Portugueses, descendentes de Heróis e Descobridores, tão ilustres mantêm esquecidos e adormecidos no sudoeste europeu, o que transparece no Fado, preto e bem cantado, representando o seu luto e choro do seus tempos maravilhosos.

          Contudo, estamos no século XXI, e um novo caminho de prosperidade se constroí. Um caminho onde o passado vive lado a lado com o futuro. Jovens, é a nossa vez!! É a nossa oportunidade de tornarmo-nos novamente Heróis e termos esperança no futuro que se avizinha.

 

 

 

por Paulo Guilherme Peixoto

 

Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

O ANO DO ENGANO - 1477

Foi no ano de 1477, durante a guerra com Castela, que uma enorme esquadra andaluze, mandada pelo rei de Castela, de 35 navios e outras tantas dezenas de embarcações menores foram encarregues de aniquilar todas as embarcações lusas que se lhes tomassem pelo caminho.

 

Curiosamente, percorrem mares e costas e não encontram nenhum vestígio. Dirigiram-se então até às ilhas Canárias, onde percorreram baías e rios em busca de navios portugueses, mas sem sucesso algum, apenas conseguiram embarcações de pequeno porte numa das ilhas de Cabo Verde. A esquadra terá, posteriormente seguido para sul, pela costa de África, assaltando várias feitorias portuguesas, que com alguma resistência lhes terão feito frente. p>

 

O príncipe D.João, sabedor do ataque, tomou medidas, e reforçou medidas junto ao cabo de São Vicente, local obrigatório de passagem para os castelhanos quando voltassem para Sevilha.

 

Quando a enorme esquadra andaluze, carregada de mercadorias adquiridas ao longo da viagem, se aproximava do cabo de São Vicente, surge-lhe a frota lusa.

 

As Caravelas portuguesas, estavam equipadas com nova artilharia de grosso calibre, então colocado à prova, e que com tiros rasantes se tinham mostrado devastadores.

 

Em pouco tempo os castelhanos renderam-se. A enorme e poderosa frota tinha sido derrotada.

 

As embarcações castelhanas foram tomadas e levadas para Lisboa, onde lhes trocaram as bandeiras.

 

É caso para dizer, que o feitiço se virou contra o feiticeiro.

 

 

por João António Peixoto

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Sábado, 24 de Outubro de 2009

Portugal

 

 

 Portugal nasceu em 1143, data em que se tornou um estado independente, quando da Conferência de Zamora, tratado de paz que fora celebrado entre o novo rei D.Afonso Henriques e D.Afonso VII de Leão.

 

É importante assinalar, a jure de 1179, data da bula Manifestis Probatum, que era um documento que tomava o rei luso e os seus herdeiros sob a protecção da Santa Sé, que prometia ajuda papal para a defesa da dignidade régia..

 

por João António Peixoto

 

Publicado por Imperiopt às 22:29
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Sábado, 14 de Junho de 2008

Fado do Estudante

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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

25 de Abril de 1974

Publicado por Imperiopt às 20:35
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008

Vasco Santana

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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

Descoberta da Terra Nova

”Um capitão avista terra. Alguns dos seus marinheiros choram emocionados. Um deles coloca a mão sobre o peito e diz:
- Que bom voltar a ver-te. Obrigado meu Deus.
E uma pomba branca voa sobre a embarcação.”

 

         A 10 de Julho de 1499, a nau de Nicolau Coelho chega a Cascais, trazendo consigo a boa nova: a descoberta do caminho marítimo para a Índia que permaneceu em segredo até à chegada de Vasco da Gama (dois meses depois, após ter ficado retido nos Açores devido à doença e morte do seu irmão Paulo da Gama). “O ambiente em Lisboa é de euforia e de paixão de se ser português.”

 

                                    

 

         As notícias dos novos mundos eram fascinantes, e como tal, como sempre foi, os portugueses têm o dom de sonhar sempre mais alto. Gaspar Côrte-Real, com o desejo de descobrir novas terras, partiu para ocidente-norte. Após vários dias de navegação, acabou por chegar a uma terra bastante fresca e repleta de árvores, designada presentemente de Terra Nova. Depois abordou outras regiões seguindo ao longo da costa do Norte da América voltando para Lisboa com o objectivo de colonizar a ilha que descobrira. Voltou a partir em Maio de 1501 (desconheço se terá levado colonos portugueses) e nunca mais voltou. O seu irmão Miguel Côrte-Real, partiu à sua procura em 1502, e também nunca mais voltou. Um terceiro irmão, chamado Vasco Eanes quis ir ao encontro dos seus irmãos com duas naus, mas o rei D. Manuel não permitiu. 

                                   
        A questão coloca-se: O que é que aconteceu às naus portuguesas? 

       Na realidade, Gaspar não terá sido o primeiro português e Côrte-Real a colocar os pés na Terra Nova, pois João Côrte-Real (pai de Gaspar, Miguel e Vasco Eanes), terá explorado terras Norte-Americanas por volta de 1472. E é também de referir que os navegadores João Fernandes Lavrador e Pêro de Barcelos teriam chegado à Gronelândia e Terra Nova em 1495.

 

                     

                                                      Terra Nova


”- Devem existir por essas terras do norte, dragões capazes de queimar e devorar os nossos barcos num único instante. - comentava um Fidalgo em Lisboa.”

       Enquanto confirmava-mos as datas e acontecimentos com informação presente na Internet, deparei-me com informações que davam uma continuidade a esta história. Existe uma pedra com 40 tonelas, que esteve dentro de água até 1965 na margem esquerda do Rio Taunton, situada numa região a sul de Boston. Esta estranha pedra estava repleta de gravações. Ao longo de vários anos, e de acordo com várias teorias, as inscrições foram atribuídas aos índios, aos fenícios e aos vikings; quando em 1918 foi detectado na pedra o nome de Miguel Corte Real e a data de 1511 (com o 5 em forma de S, como era característico na época), e em 1951, três cruzes da Ordem de Cristo na mesma pedra. A Pedra de Dighton possui também outros símbolos nacionais como o escudo português em forma de U e o escudo português em forma de V. A pedra está presentemente no museu local. O nome na pedra é atribuído ao mesmo navegador que partiu de Lisboa, e que nunca mais voltou.
      É muito provável que o capitão Miguel Côrte-Real tenha atingido a Terra Nova e tenha seguido para sul à procura do seu irmão. O local onde está a pedra significa que as embarcações chegaram até terras norte-americanas. Há que salientar e enaltecer a coragem de todos aqueles homens que partiram para o norte e não voltaram a ver as suas terras e aqueles que mais amavam. Mas a questão permanece: O que é que lhes terá acontecido? Talvez um dia alguém descubra um “diário de bordo” algures, que conte o resto da história. 

       Na realidade quase os consigo imaginar numa noite calma de céu aberto, a olharem e a admirarem as estrelas que os ilumina vivamente, fazendo-os mergulhar no mistério de tudo aquilo, num silêncio profundo e mágico, relembrando-lhes os seus melhores momentos. Portanto, lembrem-se que a nossa história não se faz apenas no presente, mas também se faz no passado, é só necessário encontrar as peças do puzzle e saber colocá-las no local certo.
João Vaz Corte Real e Álvaro Martins Homem efectuaram viagens no Atlântico Norte, no entanto desconhecem-se pormenores. Quando chegaram à ilha Terceira nos Açores, o capitão da ilha tinha desaparecido. Através de um pedido dos navegadores, foi-lhes entregue a ilha, que foi dividida em duas capitanias.
      Em 1492, João Fernandes Lavrador e Pêro de Barcelos pedem licença para navegar no atlântico norte. Chegaram à América do Norte onde exploraram terra e ilhas durante três anos. Os mapas feitos a partir do século XVI denominam as terras a norte da Terra Nova, de Labrador. Pensa-se que se deve a atribuição ao facto de ter sido descoberta pelo navegador João Lavrador.
      Os três irmãos Corte-Real eram na realidade filhos de João Vaz Corte Real.
      A descoberta da Terra Nova por Gaspar Corte Real foi anunciada por uma nau em 1502, que chegou a Lisboa com homens e mulheres recolhidos na Terra Nova.
      Miguel partiu à procura do irmão com uma armada de três naus, que se separou na Terra Nova. A nau de Miguel foi a única que não voltou.
Em 1505, pescadores de Aveiro e Viana do Castelo pescam na Terra Nova e em 1506, famílias portuguesas emigram para a região e para outros pontos da costa do Canadá.
      Em 1574, o rei D.Sebastião nomeia Manuel Corte-Real (neto de João, que era filho de Vasco Eanes Corte-Real que foi impedido pelo rei D. Manuel de procurar os irmãos) como capitão da Terra Nova.

 

            

            Gaspar Corte Real                           A Pedra de Dighton

 

 

 

Texto de Paulo Guilherme Peixoto e de João António Peixoto

 

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Histórias de S. Lourenço

Em 1530 Duarte e Diogo da Fonseca enquanto navegavam junto à costa de Madagáscar recolheram vários náufragos portugueses, que referiram haver vários companheiros a explorar a ilha. Na realidade em 1527 dois navios de Manuel Lacerda tinham naufragado naquela região de S. Lourenço (Madagáscar). Em 1613 Paulo Rodrigues da Costa encarregue de explorar a costa de S. Lourenço, obteve informações de que há cerca de cem anos tinham ali naufragado embarcações e de que os sobreviventes se tinham instalado numa zona a trinta quilómetros da costa, numa pequena ilha de um rio a que denominaram de ilha de Santa Cruz. Estes homens possuidores dos símbolos nacionais, uniram-se com mulheres indígenas e para admiração dos exploradores de 1613, haviam habitantes locais com nomes portugueses como João Pinto, Maria Pinto e João Rebelo. Segundo um indígena, esse local tinha-se transformado numa cidade populosa. Um velho local com cerca de 90 anos referiu aos exploradores de 1613, que conhecera esses homens brancos e que os observava a caçar com espingardas.

 

 

Texto de Paulo Guilherme Peixoto e de João Amendoeira

Portugueses no Japão

 

 

 

 

    Em 1542, três naus portuguesas, comandadas por Francisco Zeimoto, António Peixoto e António da Mota, foram arrastadas por uma tempestade, impedindo as embarcações de chegar a bom porto em terras orientais. Após alguns dias à deriva, as embarcações avistam terra japonesa. A chegada dos portugueses ao Japão, é situada algures entre 21 e 24 de Setembro de 1542.

 

Texto de Paulo Guilherme Peixoto e de João António Peixoto

 
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

As Embarcações Portuguesas

Os Portugueses, nos descobrimentos, utilizaram a Barca, o Barinel, a Caravela e a Nau para as suas descobertas e conquistas.
A barca é uma embarcação de pequeno porte, talvez de 20 a 25 tonéis, em geral de boca aberta, ou com uma só coberta quando se construíam para viagens distantes. A ré (popa) e a proa eram aguçadas e tinham em geral um só mastro com muito guinda e uma enorme vela de pendão. Foi com a barca que Gil Eanes dobrou o Cabo Bojador em 1434.O barinel parece ter origem no Mediterrâneo. Foi usado em viagens de exploração ao longo da Costa Africana além do Bojador.
O barinel é um barco de maior porte que a barca com proa alterosa e recurvada, a popa redonda, o leme de grande porte, dois mastros com vela redonda de arrear e, armava remos para poder navegar sem vento ou na aproximação da terra.
A partir de 1441, os portugueses passaram a utilizar caravelas nas suas viagens. Este tipo de navio era um navio adaptado à exploração, rápido, de fácil manobra, apto para a bolina, de proporções modestas e em caso de necessidade podia ser movido a remos e usado como recurso de defesa de algumas armadas.
A caravela possuía velas triangulares (vela latina), o que lhe dava possibilidade de fazer um tipo de manobra que nenhuma outra embarcação o conseguira: bolinar – possibilidade de navegar com ventos contrários. A caravela portuguesa era um navio que podia ter um porte que era em média entre os 40 e 60 tonéis, com uns catorze metros de quilha. Geralmente tinha dois mastros com velas latinas, embora as maiores pudessem ter três mastros. Tinha apenas um castelo de popa e uma coberta. A tripulação de uma caravela poderia rondar os 20 ou 25 homens em média. No final do século XV e inícios do XVI sofre ajustamentos que deram à caravela um maior porte - passa a poder transportar 50 homens.
No século XVI a importância da caravela diminui, sendo destinadas as missões de apoio.
A nau substituiu a caravela nas grandes viagens oceânicas. Era um navio de muito maior porte, mais adequado para o comércio a longa distância, mais resistente à violência do mar e mais poderoso para enfrentar a guerra naval.
As naus tinham em geral três cobertas, dois mastros com pano redondo e um com pano latino, a ré, e castelos à popa e à proa.
A capitania da armada de Vasco da Gama, tinha cerca de 120 tonéis de porte, e no tempo de D. Manuel, as chamadas naus da Índia chegavam com frequência aos 400 tonéis. A partir de finais do século XVI, algumas das embarcações chegaram ultrapassar os 1000 tonéis.
A Nau permitia o transporte de maior tonelagem de mercadorias e tornara-se viável porque aumentara o conhecimento das rotas adequadas para o aproveitamento dos ventos mais favoráveis à progressão das naus. 
 

   

 

por Paulo Guilherme Peixoto

Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Os Descobrimentos

Portugal foi o reino que iniciou a expansão europeia devido a vários factores, como a sua costa extensa, os bons portos, os conhecimentos náuticos, os conhecimentos cartográficos, o desenvolvimento da construção naval e os conhecimentos de astronomia e de matemática.
Os descobrimentos portugueses permitiram a descoberta e conquista de novos espaços, por motivos económicos, políticos, sociais e religiosos. Na época, D. João I de Portugal necessitava de recompensar os seus apoiantes na revolta de 1383-85, a nobreza por sua vez, pretendia cargos e demais privilégios, a burguesia necessitava de desenvolver o comércio, o povo pretendia trabalho remunerado para obter outras condições de vida, e o clero pretendia espalhar a fé cristã.
A expansão teve o seu início em 1415, com a conquista de Ceuta, a descoberta das ilhas atlânticas, a exploração da costa africana, entre muitas outras descobertas e conquistas.
Os Descobrimentos são considerados como uma das maiores aventuras e façanhas do Homem. Os Portugueses são os responsáveis pela evolução da ciência náutica, dos barcos e da navegação. Anteriormente os barcos usavam os remos como força propulsora principal e o uso da vela era esporadicamente aproveitada com ventos de popa. É apenas a partir do séc. XV, com o estudo e compreensão da acção do vento, que se começa dar um uso adequado à vela latina de modo a um barco poder navegar mais eficazmente contra a direcção do vento. É a altura da verdadeira inovação nos tipos de barcos e aparelhos.
A Ordem de Cristo, pela mão do Infante D. Henrique que era desde 1420 governador da Ordem, foi responsável pelos Descobrimentos, razão pela qual os barcos portugueses dos Descobrimentos ostentavam nas suas velas a Cruz de Cristo. Hoje essa tradição é evocada nas velas redondas do N.E. Sagres II (Navio Escola de Sagres)

 

por Paulo Guilherme Peixoto

Mariza - Gente da Minha Terra

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Dulce Pontes - Canção do Mar

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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007

Infante D. Henrique

Nascido a 4 de Março de 1394, no Porto, o Infante D. Henrique foi o terceiro filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre. O Infante foi baptizado na Sé Catedral do Porto alguns dias depois do seu nascimento, tendo sido o seu padrinho o Bispo de Viseu. Os seus pais deram-lhe o nome Henrique possivelmente em honra do seu avô materno, o duque Henrique de Lencastre.
D. Henrique desde muito novo recebeu uma forte educação moral e religiosa.
Dedicou-se muito ao estudo das Matemáticas, e em especial ao da Cosmografia, quando estas ciências apenas começavam a ser conhecidas na Europa, e que ele fez cultivar em Portugal. Foi devido a esses estudos, ás meditadas informações que alcançou de seu irmão D. Pedro, que viajara na Europa e na Ásia, e à leitura dos escritores antigos, que no seu espírito se formou a certeza de que ao norte do Senegal, então considerado braço do Nilo, existiam povos hereges, que comerciavam entre si. Levar a luz cristã ao espírito desses povos e colher fruto do seu comércio, foi o grandioso plano do Infante.
Desde a sua infância tivera sempre sonhos a níveis: científicos, queria saber como eram as Terras do sul das Canárias e do Cabo Bojador, comunicacionais, desejava encetar relações comerciais com povos da costa Ocidental Africana, religiosa e ou político, ambicionava espalhar a fé cristã, assim como um "instrumento" de promoção de grande poder económico e político do país e ainda a nível geopolítico tinha por fito saber onde se estendia o poderio dos mouros do Norte de África.
Deste modo face à sua ânsia D. Henrique contava apenas 21 anos de idade quando D. João I determinou armá-lo cavaleiro e aos seus dois irmãos D. Duarte e D. Pedro, com as festas publicas de grande solenidade, segundo o costume daqueles tempos. Mas o infante D. Henrique desejava antes receber as armas em verdadeira guerra, para onde o arrastava a sua inclinação e valor. O monarca louvou-o muito, e quando se pensou na tomada de Ceuta, a maior e a mais fortalecida praça de toda a Mauritânia, os três infantes tomaram parte, distinguindo-se na renhida batalha realizada em 21 de Agosto de 1415, sendo e infante D. Henrique quem ainda mais se distinguiu. Foi o comandante da frota do Porto, e o primeiro que saltou em terra.
Após a conquista, foi armado cavaleiro, na mesquita de Ceuta, por D. João I, seu pai, juntamente com seus irmãos D. Duarte e D. Pedro. No regresso, foi-lhe doado o ducado de Viseu. Em 1416, D. João I encarrega-o dos negócios de Ceuta e da defesa marítima da costa algarvia contra os ataques dos piratas mouros. Em 25 de Maio de 1420, D. Henrique foi nomeado governador do Algarve e dirigente da Ordem de Cristo, cargo que deteria até ao fim da vida. Tornou-se um fervoroso cristão. No que concerne ao seu interesse na exploração do Oceano Atlântico, o cargo na Ordem foi também importante ao longo da década de 1440. Isso se deve ao fato da Ordem controlar vastos recursos, o que ajudou a financiar a exploração, a verdadeira paixão do príncipe. A primeira honraria permitia-lhe viver na mais austral das províncias portuguesas, a segunda obrigava-o, aos 26 anos, a uma vida de celibatário, ou seja, uma vida de solteiro. D. Henrique instalou-se em Lagos, a poucos quilómetros do cabo de S. Vicente, e daí comandou toda a sua empresa.
As motivações e os objectivos das navegações que ordenou têm sido muito discutidas e muito diferenciadas. O que não há dúvida é que o Infante D. Henrique foi o condutor da expansão ultramarina, com as motivações e os objectivos a terem uma evolução natural.
A partir de 1422, o Infante envia todos os anos barcos a explorar a costa africana, estudando os ventos e correntes e as novas formas de navegação no mar alto. Em 1426 passa-se o Cabo Não e em 1427, no regresso de uma viagem, levados pelo vento, os navegadores chegam à parte oriental dos Açores, cujas ilhas logo vão ser povoadas. Vão-se aperfeiçoando os instrumentos náuticos, como o astrolábio e o quadrante, bem como cartas de marear mais perfeitas. Em 1434, Gil Eanes passa o Cabo Bojador, pondo fim à lenda do Mar Tenebroso e abrindo novas perspectivas ao avanço das navegações, que vão prosseguir em grande ritmo.
O Infante morreu a 13 de Novembro de 1460 em Sagres doando toda a sua herança a D. Fernando, filho do seu irmão D. Duarte a quem tem grande carinho devido ao facto de o ter adoptado.
O Infante D. Henrique é uma das figuras mais marcantes da nossa História, sendo igualmente uma figura da humanidade.

Cronistas e historiadores retractam-no como uma pessoa exemplar, cruzado, piedoso, um sábio da ciência com especial queda para a Matemática e para as suas aplicações à ciência náutica. As pessoas chegaram mesmo a considerá-lo fantasista quando obrigou Gil Eanes a dobrar o cabo Bojador, supostamente já com o secreto propósito de ir até à Índia.

 

 

“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
 
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.
 
Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!”
 
                                               Fernando Pessoa

 

por Paulo Guilherme Peixoto

 

A Ordem de Cristo

Foi D. Dinis, o sexto Rei de Portugal, que incentivou a descoberta de novas terras para expandir o Império Português. D. Dinis mandou implantar o pinhal de Leiria, com objectivo de arranjar madeira para as embarcações, e foi ele que fundou a Ordem de Cristo, pedindo autorização do Papa João XXII, o qual aceitou fazendo a Bula.
Assim, a Ordem de Cristo veio substituir a Ordem do Templo em Portugal, transferindo os Templários Portugueses para a Ordem de Cristo, protegendo-os do total massacre mandado pelo Papa. D. Dinis queria, de alguma forma, agradecer a ajuda dos Templários pela sua ajuda na luta contra os mouros.
A Ordem de Cristo ficou sedeada a partir de 1357, em Tomar. Os membros desta ordem tiveram um papel importante nos Descobrimentos e nas conquistas de novas terras. Tomar foi onde existiu a escola de Capitania e a sede da Ordem de Cristo, onde matemáticos estudaram e criaram novos instrumentos náuticos, e onde grandes navegadores aprendiam a navegar.

Grandes Descobridores portugueses como Vasco da Gama, Bartolomeu Dias, Pedro Alvares Cabral e Cristóvão Colombo pertenciam à Ordem de Cristo. Todos estes navegadores tinham o símbolo da Ordem de Cristo nas velas das suas embarcações. Embora Cristóvão Colombo navegasse à mercê do rei de Espanha, não deixava de ser da Ordem de Cristo. Mais tarde, por volta de 1580, Portugal, a maior potência mundial, foi conquistada facilmente por Espanha. O exército de Portugal era um dos melhores do mundo, assim como a sua marinha, mas quando D. Sebastião invadiu o norte de África , perdeu essa grande frota terrestre na batalha de Alcácer – Quibir. A marinha estava em alto mar, protegendo as colónias portuguesas. Daí digo que Espanha conquistou facilmente Portugal. A partir de desse ano a Ordem de Cristo foi obrigada a aceitar navegadores de Espanha. Daí em muitas situações, como em filmes ou em imagens, as embarcações espanholas aparecerem com o símbolo de Ordem de Cristo nas suas velas. 

 

 

            

                   D. Dinis                               Símbolo da Ordem de Cristo

  

Da grande missão histórica do País, o contributo da Ordem de Cristo foi determinante para o êxito dos Descobrimentos Portugueses.

 

 

por Paulo Guilherme Peixoto

A Gente Lusitana

As armas e os barões assinalados
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
Entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
 
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da morte libertando:
Cantando espalharei por toda a parte;
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
 
Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre Lusitano,
A quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
 
Luís de Camões; em "Os Lusíadas"
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

Luís Vaz de Camões

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Análise Histórica:

Para entendermos determinado período ou personagem histórica, temos de mergulhar na mentalidade dessa época. É necessário penetrar nas causas, nas motivações, nos desejos, nas utopias ou ideias, no sentir, na visão de um povo, de um homem, ou de um grupo de humanos, para, de seguida, se poder compreender o significado da sua acção histórica. Trata-se de captar o centro de onde irradiaram os grandes fenómenos históricos.

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